Infraestrutura Inteligente

 

Infraestrutura Inteligente

Introdução

Segundo as estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), 70% da população do planeta viverá em cidades em 2050. Esse ritmo intenso de crescimento representa uma série de desafios para a infraestrutura das metrópoles, como a geração e distribuição de energia, os transportes, a manutenção de estruturas envelhecidas e a qualidade de vida da população.

A digitalização surge para resolver muitos desses problemas. Atualmente, o número de dispositivos conectados no mundo já superou a própria população, no entanto, a maior parte da infraestrutura das cidades ainda precisa ser incorporada à era digital. Esses segmentos representam um imenso potencial de negócios para as empresas.

Preocupadas em tornar as cidades mais resilientes, as Divisões Energy Management, Mobility e Building Technologies da Siemens já facilitam o processo de modernização. A empresa oferece produtos e soluções para a gestão predial inteligente (com a meta de reduzir os custos, controlar os recursos e identificar problemas nos edifícios), o controle energético mais eficiente e seguro e a mobilidade mais veloz, econômica e com menos falhas.

Energy Management

Levar energia com qualidade a cada canto do Brasil é o maior desafio para a Siemens.

A Divisão Energy Management atua em toda a cadeia de energia, desde a Geração, Transmissão e Distribuição. Em 2017 a Siemens obteve um expressivo desempenho, alavancado especialmente pelos negócios do segmento de transmissão, cuja demanda reprimida graças ao cenário recessivo do Brasil, foi reativada com os últimos leilões de linhas de transmissão.

No setor de distribuição, o mercado brasileiro vive um processo importante de consolidação e reestruturação, cuja tendência é ampliar a busca pela qualidade da energia com foco na eliminação de perdas. A Siemens tem desenvolvido soluções inovadoras para atender a essas demandas. Alguns desses equipamentos já estão em operação no Brasil como o Fusesaver, um disjuntor ultra rápido instalado em redes de longa distância que protegem os fusíveis de queimarem durante oscilações de energia na rede e religam o sistema automaticamente.

Nessa mesma linha de otimização de recursos, a Siemens está trabalhando junto com seus principais clientes na homologação dos medidores de energia inteligentes que permitem a troca de informações na rede, ou seja, os consumidores podem inclusive vender a energia excedente das suas casas para o sistema. Essa tecnologia permite também que se possa estabelecer tarifas diferenciadas de acordo com os hábitos de consumo e os horários de pico da rede. Apesar do desenvolvimento de novas tecnologias e a crescente mudança no perfil de geração e consumo de energia, o governo está discutindo um novo marco regulatório para o setor elétrico que deve abarcar todas essas mudanças. Inclusive criamos uma área para cuidar de projetos de Energia Distribuída que tem por objetivo desenvolver a melhor solução para o cliente quando falamos de otimização e eficiência energética.

No campo da digitalização, a Siemens também introduziu em 2017 o conceito de Centro Remoto de Operações, destinado a operação de ativos como parques eólicos, parques fotovoltaicos, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e Usinas Térmicas movidas a biomassa. O Centro de Operação da Siemens também poderá operar subestações, fazendo o controle remoto da energia, monitorando os equipamentos, o que minimizará o custo operacional do cliente e trará maior eficiência energética para sua operação.

Tudo isso sem nos esquecermos que o maior objetivo da empresa é respeitar o meio ambiente encontrando o equilíbrio entre grandes projetos e usando a digitalização como ferramenta de desenvolvimento.

Geração distribuída, cogeração de energia, medidores inteligentes, softwares especializados, redes inteligentes são exemplos de soluções pioneiras que a Siemens vem desenvolvendo para conectar seus clientes a esse mundo cada vez mais interligado e garantir que a energia chegue a todos os brasileiros com rapidez e qualidade.
Guilherme Mendonça, Diretor da Divisão Energy Management

Quebec Engenharia

Quando iniciou o projeto da estação de energia solar de Assuruá, em Itaguaçu da Bahia, a Quebec Engenharia tinha como objetivo adquirir todo o sistema elétrico do empreendimento – incluindo uma subestação de 69 kV e os inversores – de um fornecedor que pudesse assumir todo o escopo elétrico do projeto.

A Siemens tem grande experiência em projetos de interligação na rede de energia e subestações, mas ainda estava localizando sua solução para os inversores. Deste modo confiando em sua equipe de engenheiros locais, assumiu junto a Quebec o compromisso de entregar todo o escopo elétrico com uma única interface com o cliente, reduzindo os riscos e dando suporte durante todo o período de execução e após a finalização do projeto.

Building Technologies

A concentração de pessoas em edifícios é uma das tendências da urbanização, trazendo benefícios como a ocupação otimizada do tecido urbano e desafios, como a implantação de sistemas de automação predial e prevenção contra incêndio.

Na Siemens, a Divisão Building Technolo­gies reúne produtos para essas duas de­mandas, atuando ao mesmo tempo para ampliar a eficiência energética das edifica­ções. O mercado brasileiro deste segmen­to tem sido impactado negativamente nos últimos anos, por conta da estagnação do ramo de construção civil. Ainda assim, a Siemens beneficiou-se de uma nova es­trutura, consolidada ao longo de 2017.

O foco em produtos, tanto de prevenção de incêndio quanto de automação, contribuiu para o posicionamento adequado da com­panhia, que também reforçou sua estru­tura de vendas, atuando no mercado por meio da abordagem junto a contas-chave do setor. A digitalização tem fornecido im­portantes recursos para a atuação da Divi­são junto ao mercado, com a utilização de informações de Big Data (conjunto de da­dos armazenados) para a identificação de oportunidades junto a clientes potenciais.

Além de fornecer produtos para edifícios comerciais e locais com grande concentra­ção de pessoas, a Divisão Building Techno­logies tem atuado como parceira junto a empresas que mantêm e gerenciam data centers (centros de dados), mercado que tem crescido e atraído investimentos rele­vantes, com foco principal em segurança.

Aeroporto de Confins

O Aeroporto de Confins (MG) originalmente possuía um sistema convencional de incêndio da Siemens, já descon­tinuado. Em 2015, a administração da época, a cargo da Infraero, iniciou um processo de retrofit (atualização), con­cluindo a obra com sucesso.

A segunda fase foi iniciada com a ampliação do Terminal de Passageiros 1 (TPS1). Na época da ampliação do Terminal de Passageiros 2, em 2016, a administração do aeroporto passou a ser a empresa CCR, que definiu como fabricante preferencial a Siemens, a fim de manter a base instalada.

Apesar de ser um projeto de pequeno porte, a parceria evi­denciou a força da rede de parceiros da Siemens, como já ha­via acontecido na primeira fase. A quarta fase foi o retrofit do TPS1, com a inclusão de detectores lineares, cujo diferencial é a adaptação a arquiteturas diferenciadas, com pé-direito alto ou desníveis de teto. Além disso, o projeto mostrou também a competitividade e a força do relacionamento da Siemens com o cliente. A Siemens foi escolhida não só pelo preço competi­tivo, mas por ter mostrado grande qualidade na entrega dos sistemas e confiabilidade de sua rede de parceiros.

A utilização de informações de Big Data tem permitido à Siemens detectar clientes potenciais para o mercado de soluções prediais. A consolidação desses contatos tornou-se mais ágil e efetiva à medida que ampliamos nossa rede de parceiros, capazes de cobrir o mercado nacional de forma ampla, ajudando clientes de todo o Brasil a otimizar seus custos com automação predial e prevenção contra incêndio.
Renato Buselli, Diretor da Divisão Building Technologies

Mobility

O deslocamento de pessoas e de cargas é uma das maiores questões relacionadas à vida nas cidades e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade de geração de benefícios para a sociedade.

Aumentar a qualidade dos transportes – e agregar valor a esse aparentemente simples ato de transportar seres humanos e objetos – é o principal compromisso da Divisão Mobility.

No Brasil e no mundo, a Siemens é o fornecedor que reúne o portfólio mais abrangente de soluções para transportes em rodovias e sobre trilhos, com produtos como sistemas de eletrificação para ferrovias, linhas de metrô e ônibus elétricos, locomotivas, sistemas de sinalização multimodais, software de digitalização, além de serviços. Um dos grandes marcos da Divisão Mobility, neste ano, foi a consolidação do primeiro projeto de sinalização em ferrovias de carga no Brasil, reforçando a abrangência desse portfólio.

O foco da empresa em soluções de digitalização também tem moldado mudanças na Divisão de produtos voltados para mobilidade. Em 2017, a Siemens anunciou globalmente a aquisição da HaCon, empresa líder no fornecimento de sistemas para transportes públicos, mobilidade e logística. O software para planejamento de viagens da HaCon, que otimiza a integração intermodal, já é utilizado em mais de 25 países, com mais de 60 milhões de downloads. Também em 2017, a Siemens anunciou a fusão da Divisão Mobility com a francesa Alstom, criando a maior empresa do mundo na fabricação de equipamentos ferroviários, especialmente os de alta velocidade.

No Brasil, em 2017, a Siemens prosseguiu na tarefa de fomentar o debate sobre o processo de eletrificação de ferrovias. Segundo um estudo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), esse investimento pode ser altamente positivo para o País, por exemplo, com a possibilidade de que a ferrovia gere sua própria energia, ficando imune às variações externas de disponibilidade e de preço. No aspecto social, o modelo também possibilita que a energia gerada para o funcionamento da ferrovia seja compartilhada com as populações locais.

A modernização das ferrovias de carga no Brasil representa muito mais do que otimização dos transportes. Ao ampliar a segurança, projetos de sinalização contribuem significativamente para a redução de acidentes, constituindo-se, portanto, como importante recurso de melhoria da qualidade de vida das pessoas. Da mesma forma, a eletrificação de ferrovias mostra-se como instrumento para desenvolver as cidades e aperfeiçoar sua infraestrutura.
Andreas Facco Bonetti, Diretor da Divisão Mobility

Rumo Logística

Indicadores GRI - G4: 2 • 4 • 8 • EC2 • EC7 • EC8 • EN27

Download do Relatório em PDF

Nesse relatório você tem acesso aos dados de desenvolvimento dos negócios da Siemens, além de outras informações relacionadas às nossas atividades financeiras no ano de 2017.