Dispositivos de proteção para Instalações Elétricas: por que utilizar?

A eletricidade faz parte do nosso dia a dia e é de extrema importância para praticamente todas as atividades que realizamos. Ela soluciona várias de nossas necessidades, garantindo facilidades e conforto dentro e fora de nossas casas. Porém, não devemos esquecer que a eletricidade também pode ser perigosa. Sem a proteção adequada em suas instalações elétricas, você fica exposto a vários riscos, que podem inclusive causar incêndios e danificar seus equipamentos. Por isso, é imprescindível que todos tenham uma noção sobre os perigos que a eletricidade pode causar às instalações elétricas conhecendo os dispositivos básicos que garantem uma correta proteção.

Você sabe quais são os dispositivos de proteção que garantem sua segurança e de sua família em uma instalação elétrica?

Em uma instalação elétrica residencial a infraestrutura elétrica deve ser composta por caixas de passagens, caixas de medidores, cabeamento, disjuntores, DR, fusíveis, interruptores, tomadas, entre vários outros de acordo com a necessidade.

 

Além disso, deve seguir diversas normas que garantem a segurança de todos e, por esse motivo, a instalação deve ser dimensionada por profissionais capacitados e especialistas no assunto.

 

Porém, é importante saber quais equipamentos utilizamos para nossa proteção e a função de cada um deles na instalação. Sempre exija do profissional que irá fazer o projeto produtos de qualidade para uma proteção completa da sua casa e família. 

1. Minidisjuntor

Um dos equipamentos de proteção elétrica mais conhecidos, que você com certeza já ouviu falar, é o disjuntor, ou minidisjuntores, tipicamente utilizados em instalações elétricas residenciais, prediais e comerciais. Sua função é proteger fios/cabos e equipamentos elétricos contra sobrecorrentes. O minidisjuntor é um equipamento instalado dentro do quadro de distribuição e que é responsável por desligar o circuito automaticamente na ocorrência de sobrecargas perigosas ou curto-circuitos.

 

Em situações normais do dia a dia, a rede elétrica de uma residência deve permitir que todos os eletrodomésticos funcionem sem interrupções. Porém há o risco de ocorrer efeitos indesejados na instalação. O primeiro efeito indesejado é a sobrecarga, ou seja, a presença de uma corrente elétrica em parâmetros superiores ao ideal suportado pelos cabos e equipamentos. Uma sobrecarga pode ser causada por aparelhos com defeito ou pelo uso de vários aparelhos de alta potência ao mesmo tempo que não estava previsto no projeto. O outro efeito indesejado é o curto-circuito, que é o aumento repentino da corrente elétrica em um instante de tempo muito rápido. Esse fenômeno pode ser causado por ausência de manutenção da rede elétrica, acidentes ou erro na montagem da instalação. O aumento repentino da corrente elétrica pode ser muito perigoso e é uma das principais causas de incêndios elétricos.

 

Cada tipo de disjuntor tem características diferentes de proteção e suportam diferentes correntes de curto-circuito e de sobrecarga. Eles atuam quando a corrente que passa pelo circuito elétrico é superior ao que ele consegue suportar, “desligando a chave”, seccionando/interrompendo o circuito elétrico e evitando que a alta corrente cause danos e provoque incêndios.

2. Dispositivos DR

Outro dispositivo de proteção elétrica muito importante, mas que muitas pessoas não colocam nas suas residenciais, é o Dispositivo DR ou Interruptor DR. Sua função é proteger as pessoas e os animais domésticos contra os efeitos nocivos dos choques elétricos à saúde. Esses choques elétricos são correntes de fuga, que podem ocorrer em duas circunstâncias:

 

- Contato direto: falha de isolação, remoção das partes isoladas, fios desencapados;

- Contato indireto: através do contato da pessoa com a parte metálica do aparelho, que estará energizada por falha de isolação;

 

A utilização dos dispositivos DR em uma instalação elétrica é obrigatória por lei, conforme descriminado na norma de instalações elétricas brasileira ABNT NBR 5410.

3. DPS

O Brasil é o país com maior incidência de raios em todo o mundo. Por ano, cerca de 60 milhões de raios atingem o território brasileiro.

 

Uma descarga atmosférica possui uma tensão e uma corrente muito mais alta do que a rede elétrica que utilizamos. Quando ocorre uma descarga atmosférica (raios), ela causa uma sobretensão transitória que pode causar vários danos a rede elétrica e aos equipamentos eletroeletrônicos. É importante enfatizar que esses efeitos indesejados podem ocorrer quando o raio cai diretamente em sua residência (descargas diretas) e também quando ocorre próximo à sua região de entorno (descargas indiretas).

 

- Descargas diretas: quando o raio cai diretamente sobre a residencial ou em local com proximidade imediata;

- Descargas indiretas: quando o raio cai até 3 km da residência, porém o surto de tensão causado chega até o local por meio da rede elétrica (fios e cabos).

Você sabe se a instalação elétrica da sua residência está protegida contra essas descargas atmosféricas?

Apesar do primeiro caso ser mais violento, qualquer um dos tipos de descargas pode causar efeitos eletromagnéticos que podem levar a perda de equipamentos eletroeletrônicos. Por esse motivo, é importante a presença de dispositivos de proteção adequados contra descargas atmosféricas.

 

Os DPS - Dispositivos de Proteção contra Surtos, são instalados nos quadros de distribuição e são capazes de evitar danos aos equipamentos, descarregando através do fio-terra a corrente indesejada causada pelos raios.

 

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