Como serão as cidades do futuro

Escalada urbana pede digitalização dos serviços para melhorar a mobilidade urbana, serviços à população e a qualidade de vida

Infraestrutura Inteligente nas Cidades do Futuro

Cidades do futuro serão digitalizadas para vencer os desafios diários das grandes metrópoles com crescimento desordenado da urbanização

Mais da metade (ou 55%) da população global, estimada atualmente em 7,5 bilhões de pessoas, vive hoje em áreas urbanas, segundo relatório do Banco Mundial. Para 2050, esse índice deverá subir para 68%, prevê a instituição, ao disparar um alerta para que os líderes municipais comecem a planejar a infraestrutura das cidades do futuro.

 

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) segue nessa mesma direção. A entidade prevê que o planeta chegará em 2050 com 10 bilhões de habitantes, sendo que 66% estarão distribuídos pelos grandes centros urbanos atraídos pela busca de melhores empregos, oportunidades de negócios e conveniência. A curva de crescimento da urbanização sinaliza, de acordo com a ONU, a expansão das megacidades, que são as que possuem mais de 10 milhões de habitantes. Atualmente, existem ao redor do mundo 31 cidades com essa população, mas esse número vai pular para 43 até 2030.

 

 

Os sinais de alerta do Banco Mundial e da ONU indicam que a escalada da urbanização vai aumentar os desafios diários das cidades. Entre os obstáculos estão crescimento da pobreza, violência, demanda acelerada por moradias populares e a necessidade de transporte e infraestrutura bem conectados. Será preciso também aprimorar a prestação de serviços básicos como os de saúde, educação e segurança.

 

As megacidades vão precisar ainda de ferramentas para combater as mudanças climáticas, já que consomem cerca de 2/3 da energia mundial e respondem por mais de 70% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo estimativas do Banco Mundial. Além da necessidade de investimentos em sistemas para gerenciar riscos de acidentes naturais como enchentes, deslizamentos, epidemias, incêndios etc. A solução da ONU e de outras entidades globais para aprimorar a gestão das metrópoles e oferecer mais qualidade de vida é a adoção do conceito de cidade inteligente.

Como é uma cidade inteligente

Pela definição da Comissão Europeia (CE), uma cidade inteligente é um lugar onde as redes e serviços tradicionais se tornam mais eficientes. Para isso adotam tecnologias digitais e de telecomunicações para o benefício de seus habitantes e negócios.

 

Porém, a CE ressalta que uma cidade inteligente vai além da adoção de tecnologias de informação e comunicação (TIC) para melhorar o uso de recursos e diminuir as emissões de dióxido de carbono (CO2). Isso significa que os municípios precisam também de transporte urbano mais inteligente, instalações de abastecimento de água e luz mais eficientes entre outras transformações.

 

Na visão da Siemens, a construção das cidades do futuro passa pela criação de uma infraestrutura inteligente, totalmente digitalizada, eletrificada, habilitada por informação para reduzir riscos e tomar decisões com mais rapidez. Essa é a chave para responder aos desafios de desenvolvimento sustentável do presente e do futuro no mundo.

 

Como fornecedora de tecnologias para todas as áreas de infraestrutura, a Siemens acredita que o futuro das cidades inteligentes será moldado pela internet das coisas (IoT), soluções de rede e por dados preditivos como um recurso para prever incidentes.

 

Uma das ferramentas da Siemens para ajudar na digitação das metrópoles é o MindSphere, um sistema operacional de IoT aberto em nuvem. A plataforma pode ser utilizada pelas cidades do futuro para conectar uma variedade de aplicativos que coletam informações de suas infraestruturas para monitoramento de serviços e tomada de decisão antes que os problemas aconteçam.

 

Cingapura foi o primeiro país do mundo a implementar o MindSphere para adoção do conceito de cidade inteligente. A Siemens está apoiando esse projeto por meio da criação de um centro de informações digitais, que entrou em operação em 11 de julho de 2017.

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