Investimento em infraestrutura inteligente é a chave para o futuro das cidades

O crescimento populacional, a urbanização em ritmo acelerado e as mudanças climáticas colocam as infraestruturas urbanas sob pressão. Com a ajuda das novas tecnologias e da inteligência artificial, o futuro pode ser mais eficiente e econômico mesmo em cenários de incerteza.

De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial estará próxima dos 10 bilhões de pessoas em 2050. Dois terços dessas pessoas estarão vivendo em áreas urbanas. No total, a previsão é de que sejam necessários investimentos de mais de US$55 trilhões em infraestrutura até 2030 para se criar um futuro sustentável e eficiente para a vida nas cidades.

 

Por sorte, as ferramentas mais eficientes para planejar o futuro das cidades são criadas diariamente, de forma quase imperceptível pela simples vida urbana: dados. As cidades, em toda a sua complexidade, geram enormes volumes deles, o tempo todo. Podemos usar esses insights para otimizar os sistemas que sustentam a vida urbana - de transporte e saúde até consumo de energia e segurança. Essas são mudanças reais e tangíveis: ao utilizar dados, é possível melhorar os tempos de resposta a emergências, reduzir as emissões de gases de efeito estufa, melhorar a qualidade dos deslocamentos, economizar energia e água e fazer uma gestão eficiente do lixo.

Eficiência energética e geração descentralizada de fontes renováveis

Espera-se que, até 2020, mais de 50 bilhões de dispositivos e aparelhos eletrônicos no mundo todo estejam se comunicando ativamente graças à conexão com a internet. Isso significa um aumento da demanda por energia, já que aparelhos inteligentes requerem um consumo maior. Os sistemas de energia precisam ser resilientes e um cenário positivo para sistemas de energia distribuída influenciará o futuro do acesso à eletricidade. Ao mesmo tempo, a digitalização será a chave para vencer os novos desafios no gerenciamento de energia, e cidades inteligentes devem investir no aumento da capacidade de geração, contando com micro produtores de fontes renováveis. Será necessário atualizar as redes e os sistemas de distribuição.

Monitoramento das emissões de gases poluentes e da qualidade do ar

As cidades inteligentes também vão precisar de ferramentas para combater as mudanças climáticas, já que consomem cerca de 2/3 da energia mundial e respondem por mais de 70% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo estimativas do Banco Mundial. A Siemens possui uma solução, chamada City Air Management, que nada mais é do que um software baseado na nuvem, projetado para ajudar a reduzir a poluição do ar. Ele reúne dados de emissões em tempo real e simula medidas que melhoram a qualidade do ar, fazendo previsões com precisão para os próximos cinco dias, usando um algoritmo sofisticado baseado em dados históricos e dados climáticos atuais.

Modernização de prédios e edifícios públicos

Cerca de 40% do consumo de energia e 1/3 das emissões de gases poluentes das cidades é proveniente de prédios e edifícios. Somente na Europa, estima-se que cerca de €270 bilhões sejam gastos todos os anos com desperdício energético de edificações. Por isso, é preciso modernizar e trazer novas tecnologias inteligentes não somente para as novas construções, que já são pensadas para gerar energia localmente e economizar recursos, mas também para antigas edificações que já estão em funcionamento. Em todo o mundo, a Siemens já atuou junto a governos e empresas locais para modernizar mais de 5.200 edifícios por meio de um contrato de financiamento em que o pagamento é feito por meio das economias garantidas com custos de energia que o projeto apresenta. Isso já representou uma economia de €1 bilhão e a redução de 10 milhões de toneladas de emissões de CO2.

Mobilidade eficiente e menos poluente

Com cada vez mais gente morando nas cidades, a necessidade de uso de transportes públicos (e de mais eficiência na mobilidade) e crescerá. Acredita-se que, até 2030, veremos um aumento de 40% nos deslocamentos diários nas cidades, o que significaria um investimento necessário de US$11 trilhões para atender a demanda por transporte do futuro. Hoje, a Siemens possui uma solução chamada Intelligent Traffic Systems, que permite coletar grandes volumes de dados e realizar análises em tempo real utilizando algoritmos para tornar o transporte na cidade mais eficiente e menos poluente. Por meio da inteligência artificial, é possível prever os melhores modais para cada tipo de deslocamento, fomentando um mix composto não apenas por carros particulares, mas também ônibus híbridos, trens eletrificados, bicicletas elétricas compartilhadas, entre outros, para diminuir o tempo das viagens e o uso de combustíveis poluentes. 

Tempos de resposta otimizados e garantia de abastecimento em casos de emergência

Os sistemas de infraestrutura urbana com uma operação eficiente e confiável garantem a entrega de energia, mobilidade, água, saneamento e informações, diariamente e em situações imprevisíveis. No entanto, com uma frequência cada vez maior, as empresas e as comunidades vêm enfrentando emergências graças ao aquecimento global provocado pelo homem. Enchentes e secas têm afetado cada vez mais regiões e furacões, tufões e tempestades têm se mostrado cada vez mais destrutivos. Por isso se torna necessário o monitoramento em tempo real das operações: quando infraestruturas críticas como energia e abastecimento de água continuam funcionando em emergências, os estragos são minimizados e mais vidas podem ser salvas.

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