O que é Transição Energética?

Entenda o conceito da transição energética e como a demanda crescente, inovação tecnológica, mudanças geopolíticas e preocupações ambientais estão transformando o sistema energético global.

Panorama atual da Energia sustentável no Brasil

A energia é um elemento fundamental da economia moderna e um fornecimento seguro e confiável é essencial para os processos industriais e a prestação de serviços públicos como iluminação, aquecimento, comunicação e mobilidade. A importância do acesso à energia é tamanha que a ONU incluiu, em seus "17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", a proposta para que os países assegurem o acesso à energia confiável, sustentável, e a preço acessível a todos.

 

A geração de energia, porém, é uma das principais responsáveis pelo aumento do aquecimento global provocado pelo homem. Estima-se que mais de 60% das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa venham dessa atividade. Com a chegada das novas tecnologias e a necessidade cada vez maior de encontrar soluções eficientes para o fornecimento de energia que gerem um menor impacto ambiental, surge a necessidade de se realizar a transição energética.

Mas afinal, o que é transição energética?

A transição energética é a troca de modelos altamente poluentes de geração de energia por fontes renováveis e de menor impacto ambiental. Esse processo é acompanhado de perto pelo World Economic Forum (WEF), que divulgou recentemente o relatório Promoção de uma Transição Energética Efetiva, em que apresenta o Índice de Transição 2019 e avalia a atual condição dos sistemas de energia de 115 países, além de sua infraestrutura para atender às necessidades energéticas do futuro.

A transição energética no mundo

Globalmente, a transição energética diminuiu seu ritmo desde 2018. De acordo com o relatório do WEF, dos últimos cinco anos, o ano passado foi o que apresentou menos avanços. Mesmo que o acesso à energia continue mostrando melhora – em especial devido aos esforços dos países asiáticos em desenvolvimento – e o risco da falta de fornecimento seja cada vez menor, a sustentabilidade ambiental do sistema piorou. Foi registrado um aumento de 2% na emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa e o consumo de carvão cresceu pela primeira vez após três anos de queda contínua.

 

Os países da Europa seguem como líderes do ranking, com a Suécia mantendo o primeiro lugar, seguida pela Suíça e pela Noruega. Entre os 10 países que figuram no topo do ranking, é possível observar algumas características comuns, como a diversidade de fontes de produção de energia, uma infraestrutura robusta dos sistemas e planejamento que leva em conta a disponibilidade de recursos naturais. Por isso é importante avaliar as características de cada país no planejamento da transição energética.

 

Outra característica comum entre os líderes do ranking são as políticas públicas e leis que incentivam o uso das energias limpas. Isso pode se dar principalmente por meio de campanhas voltadas ao público geral ou incentivos fiscais para a adoção de sistemas que utilizem fontes renováveis e não-poluentes. Em maio, a União Europeia aprovou um pacote de leis conhecido como “The Clean Energy for All Europeans Package”, com oito propostas para fomentar a atualização do quadro da política energética europeia, com o objetivo de facilitar a transição energética e proporcionar um mercado energético europeu moderno. 

A transição energética no Brasil

Embora apresente eficiência de 70% no sistema energético, o Brasil perdeu 12 posições no ranking e agora aparece na 46ª colocação. Mesmo possuindo uma matriz energética limpa, graças ao uso de hidrelétricas para a geração da maior parte da energia consumida no país, a falta de eficiência energética e os desafios de transmissão e a produção centralizada contribuem para que o país atinja apenas 45% na escala de preparo para a transição energética.

 

O problema é que, como estamos em um país continental com a produção de eletricidade centralizada em usinas de grande porte, perdemos até 40% da energia em forma de calor nas linhas de transmissão. A Siemens tem uma solução para este problema: a Energia Distribuída (do inglês DES, Distributed Energy System). Trata-se da geração de energia próxima ao ponto de consumo, independentemente da tecnologia e fonte.

 

Esse modelo alivia a sobrecarga e o congestionamento do sistema de transmissão, tornando a geração mais estável e confiável. Com isso, há menos risco de quedas de energia, ampliando, assim, a eficiência energética. Além de melhorar a qualidade dos serviços, a geração distribuída de energia também é uma oportunidade para o Brasil avançar no uso de fontes renováveis como eólica, solar, biomassa e biogás, uma vez que a ampliação do uso de hidrelétricas de grande porte traz altos custos ambientais para o país.

Transição energética e eficiência energética são a mesma coisa?

Não! Eficiência energética é o conjunto de ações que reduzem a quantidade de energia utilizada para prover produtos e serviços. É importante porque:

 

  • torna os investimentos mais efetivos em termos de custo e ambientalmente mais responsáveis - se dá para produzir a mesma quantidade com menos energia, diminuímos a necessidade de novas usinas e redes de energia elétrica;
  • reduz custos do consumo de combustível, o que pode ter efeito nas tarifas de energia elétrica dos consumidores em geral;
  • reduz a emissão de gases de efeito estufa;
  • aumenta a competitividade das empresas;
  • maior segurança energética para o país graças ao uso mais consciente das fontes energéticas e menor exposição à dependência de outros países.

Destacada pelo setor produtivo como um dos atuais desafios para o aumento da competitividade e o crescimento sustentável do país, a eficiência energética é hoje estratégica também para o cumprimento dos compromissos voluntários de redução de emissões de gases do efeito estufa firmados no Acordo de Paris, no qual o Brasil se propôs a aumentar em 10% sua eficiência energética até 2030.

 

E por que os conceitos de eficiência energética e transição energética se confundem? A resposta é simples: a transição energética é a busca por mais eficiência energética. A troca da eletricidade gerada pela queima de combustíveis fósseis ou em hidrelétricas com grandes represas por alternativas com menor impacto ambiental e financeiro em toda a cadeia é a procura por uma maneira mais eficiente de atender a demanda crescente de energia.

 

A Siemens tem o compromisso de apoiar o Brasil na transição energética e aumento de eficiência operacional dos serviços de energia e está trabalhando com todos os setores envolvidos na cadeia de produção de energia para replicar aqui experiências bem-sucedidas na Europa. Já pensou se a gente chega no topo do ranking do WEF?

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