A Digitalização veio para revolucionar o sistema elétrico brasileiro

A digitalização está mudando a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos e não poderia ser diferente quando falamos sobre energia elétrica. Hoje no Brasil, estamos enfrentando grandes desafios no setor que podem ser transformados em oportunidades, através da utilização inteligente de grandes quantidades de dados que as novas tecnologias nos disponibilizam, permitindo assim maior controle, planejamento e redução dos custos com maior eficiência.

Uma quebra de paradigma no Brasil

Hoje a transformação do setor elétrico está centrada em três pilares: a digitalização, a descentralização e consequentemente a descarbonização, fazendo com que a energia que consumimos seja cada vez mais renovável e sustentável.

 

A digitalização é a base para o desenvolvimento dos outros dois pilares, pois através das novas tecnologias estamos conseguindo conectar e tornar mais capilar o sistema elétrico. O sistema elétrico brasileiro sempre foi um dos mais limpos do mundo, tendo em sua base, as hidroelétricas como fonte primária de energia, porém esse tipo de projeto em sua maioria fica longe dos centros de consumo e essa energia precisa ser transmitida através de grandes linhas de transmissão que apresentam perdas pelo caminho.

 

Hoje na geração estamos assistindo no Brasil a uma grande quebra de paradigma, com a inserção na matriz energética de fontes renováveis – Eólicas e Solar – descentralizadas. Essas fontes permitem que os consumidores passem a ser protagonistas ativos e gerenciem seus próprios sistemas, com uma combinação de geração própria e sistemas de armazenamento. Com a adoção de dispositivos de armazenamentos de energia e softwares de inteligência, podemos utilizar a energia armazenada nos horários em que a energia do grid é mais cara, reduzindo assim os custos com energia elétrica. Além disso, hoje já está disponível no mercado aplicativos, como o E2GO da Siemens, que nos permitem ter total transparência do nosso consumo e gerenciá-lo na palma da mão.

 

A digitalização é na realidade, um conjunto de sistemas e tecnologias desenvolvidas para facilitar nossa gestão de dados, e simplificar nossa relação com o meio em que vivemos. No segmento de Transmissão, por exemplo, de acordo com a ABRATE, 16.000 equipamentos de nossa base instalada necessitam de substituição imediata e 97.000 equipamentos deverão ser trocados até 2023 pelo fim da vida útil regulatória. Com a adoção de tecnologias digitais de sensoriamento nas redes e subestações de transmissão, podemos aumentar sensivelmente a vida útil dos equipamentos instalados. Hoje a digitalização permite fazer o monitoramento em tempo real desses equipamentos, antecipando os diagnósticos de ocorrências de forma remota e tornando o sistema cada vez mais eficiente, melhorando os indicadores de qualidade e disponibilidade e, trazendo maior facilidade de operação e manutenção.

 

A revolução digital, não deixa de fora o segmento de Distribuição de energia que sofre constantemente com perdas técnicas e não técnicas. Hoje em média 14% de toda energia distribuída é perdida e em algumas regiões esse índice pode chegar a 40%, sendo assim, as distribuidoras de energia estão apostando cada vez mais em tecnologias que permitam o restabelecimento automático das redes e seu monitoramento, aumentando a qualidade de fornecimento de energia e garantindo informações precisas e confiáveis aos clientes. Uma das grandes novidades para o segmento de distribuição é o mercado de mobilidade elétrica, que possui um enorme potencial de crescimento para os próximos anos. Imagine poder andar em uma cidade como São Paulo sem poluição sonora e sem que partículas de CO2 sejam jogadas na atmosfera. A mobilidade elétrica está chegando para transformar as grandes cidades tendo impacto direto na saúde e na qualidade de vida da população, mas para isso, precisamos criar mecanismos de regulamentação e fomento para a implementação dessas novas tecnologias.

 

Em suma, essa é uma viagem sem volta, a digitalização está mudando o mundo como o conhecemos e a Siemens é uma das empresas no cerne dessa mudança em tecnologias para IoE – Internet of Energy. Acreditamos que a melhor forma de desenvolver tecnologia é compartilhando nossos conhecimentos com nossos parceiros e clientes e por isso disponibilizamos no mercado a plataforma Mindsphere, onde podem ser desenvolvidos todo o tipo de aplicativos, além de termos investido em um espaço de co-criação (MAC4EIoE), onde desenvolvemos com nossos clientes soluções customizadas para seus problemas bem como atendimento personalizado às suas respectivas demandas. 

 

Sergio Jacobsen

Vice Presidente Sênior da Operating Company Smart Infrastructure - Siemens Brasil.

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