Os desafios da energia sustentável no Brasil 

A energia sustentável tem gerado maior interesse da população, seja por bens de consumo ou devido a preocupação com o aquecimento global, fazendo com que diversos governos e empresas no mundo se esforcem para mudar a sua matriz energética.

Energia distribuída altera modelos de negócios

Sistemas de energia distribuída são capazes de abastecer cidades, reduzir o impacto ambiental e impulsionar a economia. A tecnologia utiliza fontes renováveis, aproxima a geração do consumidor e cria outros modelos de negócios.

 

A energia distribuída é uma alternativa ao sistema tradicional do Brasil que é predominantemente abastecido por hidrelétricas distantes dos centros de consumo, o que exige uma grande e complexa rede de transmissão e distribuição. “A energia distribuída tem como conceito a geração próxima ao ponto de consumo. Tradicionalmente o Brasil tem sua matriz energética em grandes empreendimentos hidráulicos e térmicos, o que demanda altos investimentos, além de várias burocracias e inúmeras licenças ambientais”, explica Guilherme Mattos, Diretor da área de Energia Distribuída e Eficiência Energética da Siemens.

 

Um dos benefícios deste novo modelo é a expansão das fontes renováveis como solar e eólica, que evitarão investimentos nas linhas de transmissão. Mattos informa que a produção perto dos locais de consumo reduz não só os custos, mas também as oscilações e os apagões em larga escala na comparação com as linhas de longa distância do sistema tradicional.

Novos modelos de negócios

Outro benefício da descentralização energética é permitir que os usuários gerenciem e comercializem sua própria energia (os chamados "prosumers"). De acordo com a regulamentação nº 687/2015 da ANEEL, o excedente de energia pode gerar créditos, e esses podem ser utilizados para abatimento de contas de energia subsequentes. Para os distribuidores de energia, também é possível administrar suas demandas diminuindo os picos de carga quando a infraestrutura estiver no limite operacional. Desta forma, eles conseguem adaptar o consumo de acordo com os preços de mercado.

 

Apesar de todas essas vantagens e das boas projeções, o mercado brasileiro apenas engatinha nessa área. 

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