LISBON TECH HUB – 8 anos de desafios

O mundo está em constante mudança – e nós estamos a dar um importante contributo a partir de Portugal.

Em 2014 nasceu o Lisbon Tech Hub, o centro de Tecnologias de Informação da Siemens em Portugal. Na altura foi criado a pensar nas pessoas que querem transformar o futuro, e com o propósito de desenvolver plataformas de suporte à dinâmica interna da Siemens nas áreas das Tecnologias de Informação (TI), utilizadas em todos os países onde a multinacional alemã está presente. 

 

A Siemens tem apostado numa estratégia de identificação antecipada das tendências do mercado e na adaptação a mudanças, indo ao encontro dos setores ou mercados de maior potencial. Este Hub surge no contexto desta aposta no desenvolvimento de centros de competência de alto valor acrescentado, apoiando a jornada de digitalização da empresa, através de serviços em diversas áreas tecnológicas como a inteligência artificial, big data, desenvolvimento e teste de software, nuvem, cibersegurança e serviços de infraestrutura de TI.

 

Tendo começado com cerca de 40 colaboradores, o Lisbon Tech Hub (LTH) conta agora com mais de 1300 especialistas a desenvolver novas soluções tecnológicas com o propósito de responder aos desafios da atualidade e do futuro.

 

O Lisbon Tech Hub, ainda que sediado em Lisboa, trabalha para todo o mundo Siemens. As soluções aqui desenvolvidas têm impacto global e os profissionais que cá trabalham procuram diariamente dar respostas de valor acrescentado.

 

 

 

Para assinalar o aniversário deste centro que tanto tem crescido ao longo dos anos, quer em número de colaboradores, quer em serviços prestados, fomos falar com a Patrícia Alves, responsável pelo Digital Industries Expert Hub do Lisbon Tech Hub, que deixou a Suíça e regressou a Portugal para se juntar ao Lisbon Tech Hub aquando da sua fundação.

Qual o seu trajeto na Siemens e no LTH?

Comecei a trabalhar na Siemens em março de 2014 como Manager da equipa de Testes de Software e, depois de 6 anos, fui nomeada responsável pelo Digital Industries Expert Hub em Portugal.

Porque escolheu abraçar este desafio há 8 anos? Que motivos a fizeram trocar a Suíça por Portugal?

O desafio era interessante e irrecusável – começar uma equipa de raiz, num projeto novo e numa grande empresa como a Siemens. Quando a oportunidade surgiu, a escolha foi fácil, não só porque o projeto era aliciante, mas também porque me permitiu voltar ao meu país com boas condições.

Que papel tem tido no desenvolvimento deste centro?

Faço parte da equipa de gestão do Lisbon Tech Hub e sou um membro ativo no desenvolvimento de diversas iniciativas do centro, sobretudo no que toca a áreas ligadas aos colaboradores, que é onde me revejo, sempre com a missão de dar o melhor às nossas pessoas.

Sabemos que existe uma luta por talentos na área das Tecnologias de Informação (TI). Como se manteve a Siemens atrativa ao longo dos anos?

Mantivemos uma escuta ativa das nossas pessoas e do mercado e tentámos, sempre que possível, atuar em antecipação. O home office, por exemplo, já era uma realidade antes da pandemia e é visto como uma mais-valia para os nossos colaboradores.

Sabias que...

Desde 2016 que o teletrabalho é uma realidade na Siemens Portugal. Já desde essa altura que os colaboradores têm a possibilidade de trabalhar até dois dias por semana a partir de casa.

 

Neste momento, é possível estar em teletrabalho sem limite predefinido, desde que coordenado com a chefia/equipa. 

 

A palavra-chave é flexibilidade.

Que conselhos daria a quem está a pensar regressar ao nosso país?

Analisem bem as propostas que recebem e mantenham sempre o foco no vosso futuro e não apenas no curto prazo.

E a quem está a iniciar uma carreira nas TI?

A área das TI tem uma diversidade enorme de oportunidades para o presente e para o futuro.

Invistam em vós, aceitem desafios todos os dias, falhem, aprendam e sigam em frente porque isso é o que vos faz crescer e valorizar cada vez mais. Não tenham medo! Pensem bem no percurso que querem fazer, foquem-se e sigam em frente."

Como vê as mulheres nas TI?

Acho que hoje em dia essa pergunta cada vez mais deixa de fazer sentido. Somos todos profissionais, já não existe género na profissão, somos todos iguais, logo somos vistos todos da mesma forma. É verdade que somos ainda em número diferente em determinados perfis, mas isso deve-se a tendências e preferências. E, no final do dia, quem deve ficar com o desafio é quem tem o perfil mais adequado para a oportunidade em causa.

O que falta para que esta área tenha mais representatividade feminina?

Acho que o equilíbrio vai acontecer naturalmente ao longo do tempo, até porque é uma área que tem um futuro cada vez mais promissor.

Onde se imagina daqui a 8 anos?

Aqui a falar convosco sobre a preparação para a mega celebração dos 16 anos do Lisbon Tech Hub 😊

Patrícia Alves contou-nos também que o que a fez ficar na Siemens foram, sobretudo, as condições e cultura da empresa. Este é um dos pontos mais destacados pelos colaboradores quando questionados sobre o que mais valorizam e é um dos fatores que nos mantém competitivos e atrativos no mercado de trabalho. Sabemos que não basta pagar bem, é preciso fazer sentir bem – e o bem-estar dos nossos colaboradores é algo que levamos muito a sério. Descubra mais sobre os benefícios que de que os nossos colaboradores usufruem no Lisbon Tech Hub, aqui.