Testar, testar, testar

Numa altura em que cada vez mais especialistas defendem a testagem massiva da população como um dos fatores determinantes no processo de contenção da pandemia, o donativo que a Câmara Municipal da Amadora recebeu através da Siemens Portugal não podia ser mais oportuno. Este permitiu adquirir e encaminhar para a Autoridade de Saúde Pública da cidade um total de 3.840 testes rápidos para auxiliar no diagnóstico da COVID-19.

 

Estes testes têm sido utilizados para identificar rapidamente casos positivos nas 17 Estruturas Residenciais para Idosos e nos 12 Agrupamentos de Escolas do Município, onde a Siemens tem a sua sede, permitindo a deteção precoce de focos de contágio.

 

Neste âmbito, estivemos à conversa com Carla Tavares, Presidente da Câmara Municipal da Amadora, para melhor perceber de que forma foi o município impactado pela pandemia e quão importantes são apoios como este, concedido pela Siemens. O “palco” desta entrevista não podia ser mais adequado – foi em pleno Pavilhão Municipal José Caeiro, convertido em centro de testes para a COVID-19. E enquanto conversávamos, estavam a ser testadas funcionárias da Santa Casa da Misericórdia da Amadora e de instituições como a Cruz Vermelha Portuguesa, que prestam assistência domiciliária a idosos. 

Siemens – Poderia fazer um pequeno balanço do impacto que a pandemia teve no concelho da Amadora?

Carla Tavares

O impacto da pandemia no concelho foi avassalador como aconteceu um pouco pelo país, pela Europa e pelo mundo. Vivemos momentos particularmente difíceis no verão, nos meses de junho, julho e agosto, em que a cidade da Amadora, juntamente com mais quatro municípios, atingiu níveis de transmissibilidade muito preocupantes. Apesar de hoje e durante o mês de janeiro vivermos momentos diferentes, a pandemia teve, naturalmente, um impacto em todos nós e nas próprias organizações. 

Contudo acho que a Amadora tem uma enorme particularidade – apesar de ser o concelho mais pequeno da área metropolitana de Lisboa, não chegando a ter 24 quilómetros quadrados, é o território mais densamente povoado do país. Mas tem na sua génese uma tradição de trabalho em rede e é uma comunidade muito humana. 

Por isso, muito rapidamente a cidade se organizou em torno das pessoas no sentido de encontrar a cada dia, a cada momento, as melhores respostas.  Isso aconteceu através dos serviços municipais, das nossas instituições, das IPSS e do próprio setor privado que, ao longo destes 11 meses, têm sido o nosso suporte na resposta aos desafios que vamos sentindo a cada dia.

Como vê esta parceria com a Siemens no reforço aos meios no terreno?

A parceria da Siemens foi extremamente importante num socorro à cidade e aos seus munícipes, num socorro às instituições e também às estruturas de saúde pública e ao Serviço Nacional de Saúde na cidade. 

 

Se calhar há seis ou sete meses não estaríamos a falar de testes rápidos, mas hoje acabam por ter uma importância significativa, não só ao nível das estruturas residenciais, onde já têm sido utilizados, mas também ao nível, por exemplo, dos profissionais de apoio domiciliário que diariamente se dirigem à casa dos nossos munícipes para prestar serviços de higienização e alimentação. É importante tanto para os destinatários desse apoio, como para as pessoas que o prestam, saberem que estão a cumprir a sua missão profissional com segurança. 

 

Na área da segurança também já tivemos necessidade de testar todos os profissionais da Polícia Municipal que estão diariamente na rua, sete dias por semana. Outra área muito importante é a das escolas, porque foi suspensa a atividade letiva presencial, mas as estruturas de ensino especial continuaram a funcionar. 

 

Nos nossos 12 agrupamentos há escolas que estão a funcionar para acolher os filhos dos profissionais dos serviços essenciais e para confecionar as refeições para as crianças que estão em regime presencial, mas também para as crianças beneficiárias de apoios sociais, para quem as famílias vão buscar a alimentação às escolas diariamente.

 

E por isso, este apoio à comunidade e à cidade tem sido muito importante, numa altura em que processo de vacinação não está suficientemente avançado para que a testagem e, nomeadamente, os testes rápidos possam deixar de ser uma ferramenta essencial da unidade de saúde pública. Naturalmente, a Câmara Municipal da Amadora não poderia deixar de agradecer e de valorizar esta parceria tão pertinente na fase em que nos encontramos da pandemia.

Recorde-se que este projeto surge no âmbito de uma recolha de donativos que a Siemens promoveu junto dos seus colaboradores, e que visava apoiar várias organizações e infraestruturas médicas, bem como indivíduos afetados pela crise mundial provocada pela COVID-19. A quantia angariada reflete a solidariedade e a generosidade de mais de 500 colaboradores da empresa em Portugal, que não ficaram indiferentes a esta causa tão meritória, bem como a contribuição de igual valor que a Siemens se comprometeu a fazer, através do seu programa Caring Hands.