E se o tempo que as nossas crianças passam em frente aos écrans for criativo e não passivo?

Se há algo que a pandemia veio acelerar foi a digitalização de quase tudo nas nossas vidas – do trabalho, dos contactos sociais, dos serviços de saúde, da forma como compramos, da educação… a lista poderia continuar ao ritmo a que a transformação das nossas vidas acontece atualmente.

 

 

 

Outra das consequências foi seguramente o aumento exponencial das horas que as nossas crianças passam em frente aos écrans, seja em atividades escolares remotas, seja em puro entretenimento. Afinal, enquanto os pais estão em teletrabalho, não há babysitter mais eficaz que os 3 T’s: televisão, tablet, telemóvel.

 

 

 

O desafio é capitalizar essa exposição e beneficiar do salto qualitativo que as crianças em idade escolar deram em termos de inclusão digital, enquanto transformamos os mais novos em criadores (em vez de meros utilizadores) e os ensinamos a usar a tecnologia para resolução de problemas complexos.

Ciências da Computação ensinadas a crianças dos 6 aos 12 anos de idade

Através do ensino de programação educam-se as crianças para serem pensadores lógicos, solucionadores de problemas e cidadãos hábeis e conscientes.

 

 

É este o propósito da plataforma portuguesa UBBU – Aprender a Programar, um projeto financiado pela Siemens Portugal, entre outros parceiros.

 

 

Com conteúdos didáticos e interativos pretende-se estimular a capacidade lógica, algorítmica e de resolução de problemas das crianças. Está provado que a aprendizagem de Ciências da Computação melhora as notas da disciplina de Matemática. Com a UBBU, e segundo testes realizados por uma entidade independente, esta melhoria pode atingir os 17% revelando-se uma forma efetiva de melhorar o aproveitamento dos alunos nas disciplinas diretamente relacionadas com a matemática, ao mesmo tempo que se estimula o gosto das crianças pelas áreas tecnológicas.

Para além de ser investidor neste Título de Inovação Social nos próximos três anos, a Siemens doou ainda 115 computadores para apoiar o ensino da programação em escolas da Grande Lisboa dando assim um contributo para reforçar o ensino nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (sigla inglesa STEM 1) no país. Estes equipamentos destinam-se a equipar salas de informática de agrupamentos de escolas localizados na Amadora, Lisboa, Vila Franca de Xira e Sintra. Estima-se que esta ação possa beneficiar um universo de 5 mil alunos e 200 professores.

 

Introduzir as STEM numa fase inicial do percurso académico das crianças ajuda a desenvolver o pensamento crítico, a aumentar a literacia científica e a entusiasmar a próxima geração de inovadores para áreas de maior empregabilidade.

Só se ganha a ‘guerra pelos talentos’ criando novos

Foi com isto em mente que a Siemens se associou à “UBBU – Aprende a Programar, que permite o acesso gratuito a aulas de programação às escolas que integram o projeto e tenta assim incentivar os mais novos a seguirem carreiras na área das STEM.

 

 

A aposta nesta área do conhecimento, para além de ser foco da Siemens a nível mundial enquanto empresa socialmente responsável, assume especial relevância em Portugal uma vez que é aqui que a empresa tem localizado o seu centro global de tecnologias de informação, o Lisbon Tech Hub, que conta atualmente com uma equipa de cerca de 1200 especialistas.

 

E é precisamente para a área das tecnologias de informação e comunicação (TIC) que a Siemens Portugal mais tem recrutado.

 

 

As TIC são já hoje em dia um requisito para muitas atividades profissionais, incluindo as que não são puramente nesta área, e essa é outra das tendências atuais e o reflexo da crescente conectividade dos equipamentos, da automação e da digitalização dos processos.

Por esse motivo, a procura por profissionais com competências nestes domínios continua a crescer, sendo essencial incentivar os estudantes a seguirem carreiras nesta área para suprir as necessidades do mercado.

Hoje há talentos no mercado. E amanhã?

No ano comercial passado, por exemplo (outubro 2019 a setembro de 2020) a Siemens fez o onboarding de 447 profissionais de IT. Para esse número de vagas recebeu cerca de 10.000 candidaturas.

 

A maioria das vagas abertas exigem um nível de qualificação e experiência abrangente e, enquanto que para alguns perfis encontramos candidatos com maior facilidade, para outros, como certos perfis dentro da área de cibersegurança ou Cloud, o tempo até se preencher a vaga é bastante mais elevado. E a tendência é para assim se manter ou agravar no futuro quando mais e mais funções exigirem conhecimentos nestes domínios

 

A consultora Korn Ferry fala numa escassez de talentos que pode representar 8.5 “triliões” de dólares em 2030, com mais de 85 milhões de vagas por preencher por não haver pessoas suficientemente qualificadas para as preencher.

 

Não sabemos se é aí que os robots irão entrar ainda mais em força nas nossas vidas - é bem possível que sim. Mas é melhor não esperamos para ver e começarmos já hoje a criar os talentos do futuro!

 

Para saber mais sobre o Lisbon Tech Hub

 

Para saber mais sobre a plataforma UBBU

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1 STEM - Science, technology, engineering, math